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Mostrando postagens com marcador Rodrigo Vieira. Mostrar todas as postagens
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Sem falar no amor

andando só
ainda nem percebi, que você não esta aqui
parece que foi ontem

tudo era tão igual, mais até do que o normal
e não teria fim, pelo menos não por mim

é que a gente nunca sabe, o que aconteceu
e se não der pra evitar, eu te peço desculpas
só não me peça para te esquecer

andando só
ainda nem percebi, que já é verão
é que parece que foi ontem

e eu que ainda não sei remar, nem quis aprender
me joguei no mundo vão, e é tão idiota tentar te prever

e o que eu faço sem você aqui, que eu não sei?

Mas eu parei de tentar vencer
é que os anos passaram
o mundo continua, no mesmo lugar...

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Insira o título que achar que deve

Era sexta feira,
cansada e falida como outra qualquer
Mas você liga
o tempo muda e tudo para.
É incrível o efeito que tua voz ainda causa em mim.
Era céu, era o inferno
era você.
Vestindo sua armadura em forma de pijama
defendendo com unhas e dentes tudo que era seu:
meu coração.
E o tanto tudo por dizer
não existia mais
tinha se perdido na madrugada
agarrada nas suas últimas palavras antes de dormir.
Que me espancaram
e de repente já era sábado
acordei vestindo um pouco de você
atordoado
vendo você entrar pelo quarto dizendo
"acorda, o almoço ta pronto
o pior já passou
o mundo te espera
os meus braços também
e acho que é com você que eu vou"

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Quadrinha para um amigo

Quem é você afinal?
Se tua palavra não condiz com tua letra
Se teu começo não condiz com teu final?

Quem é você que chegou?
Porque agora me parece um estranho?
Achei que fossemos iguais.

Mas olha esse vazio
Olha o que deixou pra trás
Ainda prefere ficar sozinho?

Isso pra você é paz?
Rejeitar quem te quer bem
Quando o nada já te satisfaz.

Quem é você afinal?
Se tua história nem teve um começo
Pra que inventar um final?

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Volta o cão arrependido

Quando a gente tenta o tanto o faz
e morde a lingua sem saber porque.
Quando a gente pede pra parar
e procura pelos cantos mesmo sabendo que não esta lá.
Quando a gente tenta o esquecer
e o resto do mundo esta lá pra te lembrar.
Quando a gente perde o sentido
e percebe que ele não faz falta alguma.
Quando a gente tenta o não dá mais
e a frase não chega a boca
trava na garganta em feito um nó.
E finalmente
quando a gente tenta o caminhar
ela aparece.
É quando a gente tenta o tentar
De novo e de novo.

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Você Sou eu, sou eu Você;

Já faz 21 pra mim, que eu existo, e toda vez
que aniversariamos, como nosso também é teu,
é amor, o único amor, amor que escorre aos litros
que tapa os ouvidos, que dissolve transparência
que alimenta sonhos, que rompe barreiras,
que sustenta a vida, que move montanhas.
Gratidão, A vocês que abraçam nossos sonhos
como se fossem teus, que abraçam a gente como
se não soubesse que cada 'eu' aqui é reflexo de vocês,
então obrigado.
Obrigado Mãe, por me segurar por nove meses
por me trazer até aqui, Por ter pensado em criar alguém
forte, por não pensar só em dinheiro,
por provar que Amor existe, Por acreditar em cada mentira
por esquecer toda decepção, Pelos dois pasteis e um refresco
pelos Jogos de supernintendo por mês, por bater em mim
por me dar dinheiro, por me ouvir falar, me ouvir chorar
por me achar lindo mesmo quando era emo. por me ajudar a procurar
meu primeiro emprego, por não me cobrar amor
por ser rockeira comigo, por aprovar minhas namoradas idiotas
por me falar que a gente vem da cegonha mas nos mandar
usar camisinha.
Por brilhar, por existir, Por mim, Por nós, pelo mundo
pois nosso mundo é vocês.
A gente ama vocês.

Homenagem às mães mais iluminadas do mundo:


Laura, Val, Martinha, dona Beth, Adriana e Mãe do Graub

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Sobre os inimigos que vivaram amigos

É estranho como a vida é estranha
É engraçado quando a gente para pra rir
Você chegou pra me mostrar
Que talvez um amor que eu sentia
Não fosse tão amor assim
Mas oh meu Deus, eu nunca consegui e nem tentei te odiar
E o tempo passou pra me mostrar que eu estava certo
Hoje musico seus versos que sempre admirei
E é impossível não sorrir também
Quando você chega pra nos encontrar
Sempre desajeitado e atrasado
Com um sorriso enorme no rosto
E a velha desculpa de que passou na casa do Lucas
Pra que ninguém sabe
Mas o que se sabe
É que tu é um novo velho amigo
Que guardarei do lado esquerdo do peito
Como manda a canção.


Feliz aniversário.

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Sobre o que acontece do outro lado da ponte

O que acontece, me diz? Porque estamos tão distantes?
Parece o mundo inteiro contra mim.
O mundo anda tão complicado e você?
Porque você me vira da cabeça aos pés?
Pareço um brinquedo que não quer deixar partir.


Queria esquecer teu nome
Mas a tatuagem virou cicatriz
Talvez guardei até mais do que eu quis, guardar...


Porque você não dobra a esquerda em uma esquina qualquer
sem querer
e bate aqui
e me pede pra entrar
me pede pra ficar.


O que acontece eu não sei
Pareço um origami
Assumo qualquer forma pra você gostar
Me dobro e me amasso e ainda não me rasquei
É que de verdade eu não sei mentir
Prefiro me esconder
Eu nunca sei o que falar pra você.


Queria esquecer meu nome
E reinventar todo esse carnaval
E inventar um jeito, de você nunca me esquecer.


Porque você não dobra a esquerda em uma esquina qualquer
sem querer
e bate aqui
e me pede pra entrar
me pede pra ficar.

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sem necessidade para explicações

eu tenho diminuindo os passos. contado as casas, reparado nas pessoas. suspirando de mais, sonhando de menos, mas ainda é sempre um sonho. me perdi por alguma rua errada que entrei. me dei conta de que só entrei nessa rua errada porque eu quis assim. sempre me lembro de quando era garoto. o errado, o inexplicável, o impensado sempre me pareceu mais bonito. gostar de quem não posso ter, comprar o que não posso ter, falar o que não devia falar, não falar quando precisava falar, não falar o que eu deveria ter dito. é sempre um erro. estou sempre na mão do destino que vez ou outra aparece pra brincar. estou sempre a mercê das minhas mais sinceras desculpas esfarrapas. as melhores que eu posso inventar pra não precisar de nada nem de ninguém aqui. ninguém vai nos defender por escolher viver de uma forma não convencional. e o preço que se paga as vezes é alto de mais. mas tenho cicatriz o suficiente para resistir. tenho algo que nenhuma decepção vai tirar. é que a minha felicidade vem de dentro. e eu ainda me lembro como é seguir. é muito fácil de usar, é só andar devagar, caindo em qualquer ilusão. vamos tentar? inc.: zander - pólvora engenheiros do hawaii - armas químicas e poemas dublin - cartilha supercombo - refrões

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dias de verão, noites de inverno

março se foi. abril começa a fechar suas portas. ainda ando como a dez anos atrás, com as mãos no bolso e a mesma vontade irritante de salvar o mundo. um mundo de mal intendidos, ambições, desejos, magoas, frustrações, saudades, desencontros e ilusões. mesmo deixando duas décadas para trás, ainda é difícil separar o que é real do que é ficção. chamo de ficção porque tenho achado a palavra mentira muito forte e muito suja. porque mentir é fácil de mais, e mesmo quando estamos dizendo a verdade, esses dois mil e onze anos de "civilização" tem calejado e ensinado as pessoas a não acreditar no seu SEMELHANTE. é tão mais seguro acreditar que todos estão mentindo. é tão mais fácil acusar "você mente" e é tão difícil lembrar que TODOS NÓS MENTIMOS. mentimos mesmo que seja para proteger alguém que a gente gosta de alguma verdade que ela não precisa saber. se isso torna a mentira menos trágica depende da moral de cada um. mentiras pequenas, mentiras grandes, médias, omissões, mentiras sérias, mentirinhas, tem até um dia para danada da mentira. o fato é que quando mentimos nem percebemos, mas quando mentem para gente não lembramos que fazemos isso também. o tempo todo, todo o tempo. afinal de contas, pimenta nos olhos dos outros é refresco. e um refresco bem gelado num calor de 40 graus.

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eu caminho na cidade sem ninguém

a cidade sem ninguém originalmente é um conto infantojuvenil japonês de muito sucesso por lá, onde a personagem anda por uma cidade abandonada refletindo sobre o que é encontrar alguém pra si, ao que ela se refere como 'meu único'. não tive a oportunidade de ler o livro traduzido, mas tive referências em dois animês: 'chobbits', cuja trama é deveras baseada no livro, e em 'x-holic', onde o livro é citado no episódio três da primeira temporada. não sei como, onde nem porquê resolvi fazer uma música sobre isso, mas o fato que hoje eu acordei diferente. vesti o meu melhor sorriso e havia uma leve ansiedade na boca do estômago. e comigo a minha velha mania de ver esperança onde quase já não há, mesmo estando tudo perdido. alheio a tudo isso, enfrentei os percalços do cotidiano inevitável de peito aberto hoje. o frio ajuda um pouco. mas nas duas horas do caminho até aqui, eu percebi que realmente essa é uma cidade sem ninguém (talvez só pra mim, mas vamos generalizar um pouco). a um verso na música que diz 'eu pensei que talvez alguém quisesse ouvir, as batidas do meu coração, acho que não, foi muito tarde, todos já tem alguém a quem ouvir'. e de fato, os tempos são difíceis para encontrar alguém que veja tudo de uma forma tão simples quanto a vida tem de ser. eu não sei em que parte da história a humanidade passou a ter medo do sentimento que fomos criados pra sentir: amor. o medo de se ferir impede de viver. a mania de sabermos tudo o que acontece em um romance (ou num simples relacionamento interpessoal entre amigos) nos impede de tentar fazer algo diferente pra variar. e não cair na mesmice de viver as histórias alheias ou de se prender ao passado, que se fosse bom não era passado, e sim presente ou futuro. essa é uma cidade sem ninguém pra mim, porque não há ninguém que se preocupe em entender que não há nada de mais em voar. o medo de cair é o que faz tuas asas pararem de bater. essa é uma cidade sem ninguém porque o romance está em apuros, vencido e encurralado por algo que ninguém sabe explicar, sem poder de reação. e eu que não tenho aonde ir, acho que o problema é a escolha do 'meu único', que não quer escutar batidas de coração algum. e há um outro trecho da música que diz: 'não faz muito sentido se entregar a um coração, que diz que aqui não há ninguém'. pura contradição infantil. mas pergunto: e eu, que não tenho aonde ir?

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novos olhos

Mais uma noite absurda e incontáveis passos. Sem medo de me repetir, mais um cigarro e menos uma conclusão. São tantas desventuras. Quanta coisa a gente sente e nem se da conta. Acho que era barulho de mais. Me dei conta de que aprendi a reparar nas pessoas. Nos seus sorrisos, nas suas manias, nas suas pretensões. Há algo de estranho nisso tudo. Em tudo no final das contas, eu acho. Um amor me disse isso uma vez, que todo mundo é meio estranho as vezes. Me assusto a cada dia que passa e vejo que ela tem razão. Ela tinha apenas 15 anos na época. Quais serão as conclusões dela agora?

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Claro que sim, mais três cafés.

O mundo é feito de detalhes. Detalhes pequenos, grandes, coloridos, preto e branco, com formas ou abstrato. Como você quiser. cada pessoa um mundo diferente. Cada diferença uma pessoa-mundo. E assim entre garrafas e cigarros vou observando pessoas virem e irem da minha vida numa velocidade tamanha que tudo que guardo são lembranças anotadas em papéis jogados para um dia virarem história pra contar. cada sorriso diferente, ideologias ou a falta delas. Cada abraço tem um sabor diferente, cada beijo tem um delírio distinto. A cidade é minha casa e a noite meu dia. Então puxa a cadeira, senta bem perto e escuta porque vamos contar algumas histórias pra vocês.

Rodrigo Vieira

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