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Conto de Farsas

Quanto mais procuro por estabilidade, mais as pessoas à minha volta são instáveis. Ou talvez eu é que não saiba controlar esse ciclo inevitável e infinito de tudo-igual-mais-uma-vez-e-de-novo. Antes fosse um findo ciclo, ou talvez apenas previsível, pois assim poderíamos evitar e adotar o “cortar o mal pela raiz”. Antes, eu sabia fazer poemas, mas agora vejo as coisas como elas realmente são: meras imitações do passado, com algum toque de diferença para ninguém perceber que tudo é efêmero, tudo se parece, mesmo que se conheça pessoas diferentes, vá a lugares diferentes ou sinta algo mais intenso ou apenas superficial. Situações que se repetem e fingimos não perceber. Talvez eu esteja sendo realista demais, talvez eu esteja apenas sã com o meu pseudo racionalismo. Tento encontrá-lo, mas só encontro vestígios e alguém que tenta passar uma imagem de forte e racional, quando na verdade, é apenas mais um que espera por algo diferente que o fará mudar de pensamento. Um pensamento de “as coisas bonitas já não acontecem mais”. E eu sei que não acontecem, pois existem vários “eu” espalhados por aí que não se deixam levar por algo que poderia ser diferente, já que no fundo sabem que só haverá repetição. E por isso só há repetição. Pois acreditamos que “as coisas bonitas já não acontecem mais”.

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1 comentários:

Gabriel disse...

Marcadores: Danielle Cardoso
Postado por Rodrigo Vieira

Gostei do texto mas não sei quem parabenizar.

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